
Cada vez que é lançando um novo filme, a Pixar inova no marketing. É difícil de soletrar o nome, não são personagens peludinhos, quase não há diálogo suficiente (os primeiros 45 minutos praticamente não há diálogo), não tem um horrível (mas ultimamente ridículo) bandido, dificilmente é violento e só um pouquinho pastelão. Wall-e não teve uma campanha hollywoodiana de assessoria de imprensa e nem publicitária, não tem nenhuma celebridade atuando e até onde eu vi, as opções de merchandising são bem limitadas.
Você pode imaginar as reuniões?
Você pode imaginar os gritos?
Pixar, recentemente comprada pela Disney, poderia começar uma campanha multimilionária. Eles conhecem todos os filmes e tem as ferramentas necessárias para criar grandes ações de merchandising. E só com um filme por ano, eles com certeza estão sob pressão para fazer isso.
E mesmo assim, ao contrário, fizeram um grande filme. Um filme para eras. Um filme não para os 90 minutos comerciais.
A ironia, claro, é que eles vão ganhar muito dinheiro. O filme sempre se paga, mesmo quando “se pagar” não é o objetivo. Especialmente se esse não é o objetivo.
Marketing não é sempre sobre atingir as massas e ter um rápido retorno. Normalmente o melhor marketing não se parece nem um pouco com marketing.
Esse texto é uma livre tradução do blog do Seth Godin, e eu só posso acrescentar dizendo uma coisa: A PIXAR É FODA!

