
Como é difícil começar um texto depois de tanto tempo parado. Nesses últimos meses eu tive inúmeras idéias para escrever nesse empoeirado blog, mas elas sempre se resumiam a comentários no twitter e não tão bem explicados em frases e parágrafos com mais de 140 caracteres.
Mas chega um momento em que tudo transborda. A necessidade de falar é mais alta e palavras saem pelos poros, pelos olhos, pela fumaça de nossos cérebros e, nesse exato momento pelos dedos nesse teclado.
Ao mesmo tempo em que há tanto a ser dito, não existe necessariamente uma ordem lógica por onde começar. O que eu falo primeiro? Como vou contar tudo que está preso na garganta.
Vou contar então para você, minha leitora mais antiga e assídua desse blog, que estou apaixonado. Conheci uma mulher que está acima de todas as garotas com quem eu já saí. Sim, garotas. Porque ela é diferente. Ela é especial.
Ela apareceu de repente na minha vida. Sem que eu esperasse, sem que eu me preparasse psicologicamente e me atropelou de tal forma que eu ainda nem sei de que lado fica o céu e qual fica a Terra.
Veja bem minha amiga, justo eu, que na hora não imaginava que alguém fosse se apaixonar por mim. Alguém que havia perdido as esperanças no amor e que não haveria no mundo uma pessoa capaz de se doar um pouco, ela vem e doa um mundo inteiro só para mim.
Mas eu preciso abrir meu coração para você e dizer que isso não foi fácil. Havia muita coisa contra nós. Fiquei com medo. Medo dos outros, de como eles entenderiam e pela primeira vez na minha vida, me preocupei com o julgamento dos outros.
Relutei muito e não quis aceitar essa possibilidade. Estava trancado em um quarto escuro e alguém me chamando para sair desse local não podia ser algo bom. Pareciam aquelas cenas clássicas de filme de terror onde o mocinho, ao pensar que está seguro, vem o mostro e o ataca pelas costas. Preferia a segurança de viver o passado ao risco de passar por algo novo.
Na minha cabeça parecia que o melhor da minha vida já tinha ficado para trás. Uma infeliz conclusão antecipada de alguém que não conseguia enxergar um palmo na frente do nariz. E olha que não estava escondido não. O sinal era claro, setas de neon piscavam e embaixo delas havia uma mulher com o sorriso mais lindo que eu já vi na vida. Um olhar doce de quem já passou por tanta coisa, mas não perdeu a inocência em nenhum momento. A cabecinha virada de quem está louca para se aninhar no colo do seu peito enquanto você faz cafuné e passa horas sem precisar dizer nada.
Porque não era mais preciso dizer nada, pelo menos para nenhum de nós dois.
Vivemos na “clandestinidade” durante alguns meses. Para que não só nossos corpos, mas nossas mentes e corações fossem uma coisa só. Algo tão forte que nem o mais poderoso golpe poderia quebrar.
E assim que o amor entrou no meio, o meio virou amor. Desse momento em diante, não nos separamos mais. Ontem, dia 22 completamos 6 meses de namoro e vejo você deitada em nossa cama, sonhando, respirando fundo enquanto lágrimas de alegria escorrem em meu rosto e uma sensação que eu nunca tive em toda a minha vida passa por todo o meu corpo.
Aí lembrei de um antigo post que escrevi nesse blog em meados de setembro? Nossa! Foi no começo de Julho… dia 3 para ser mais exato. Um post em que revelava minha opinião sobre o casamento: “Quero casar porque sei que quando estivermos velhinhos continuaremos apaixonados como no dia que nos conhecemos.”
E estamos sim casados. Moramos juntos a mais tempo do que namoramos. Fazemos planos e estamos conquistando um de cada vez, como se a cada momento fosse necessário passar por um obstáculo, pular por ele. E cada vez que o desafio aumenta, minha confiança de que ele vai ser ultrapassado só existe porque vejo você do meu lado, de mãos dadas, passando junto comigo.
Eu só tenho a agradecer por tudo isso que eu estou vivendo do seu lado, porque sem você a vida não teria a menor graça. Eu amo a Michelle Vargas. E tenho dito!


