Posts com Tag ‘Matheus Flandoli’

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Anyone else but you

Junho 23, 2009

omeiovirouamor

Como é difícil começar um texto depois de tanto tempo parado. Nesses últimos meses eu tive inúmeras idéias para escrever nesse empoeirado blog, mas elas sempre se resumiam a comentários no twitter e não tão bem explicados em frases e parágrafos com mais de 140 caracteres.

Mas chega um momento em que tudo transborda. A necessidade de falar é mais alta e palavras saem pelos poros, pelos olhos, pela fumaça de nossos cérebros e, nesse exato momento pelos dedos nesse teclado.

Ao mesmo tempo em que há tanto a ser dito, não existe necessariamente uma ordem lógica por onde começar. O que eu falo primeiro? Como vou contar tudo que está preso na garganta.

Vou contar então para você, minha leitora mais antiga e assídua desse blog, que estou apaixonado. Conheci uma mulher que está acima de todas as garotas com quem eu já saí. Sim, garotas. Porque ela é diferente. Ela é especial.

Ela apareceu de repente na minha vida. Sem que eu esperasse, sem que eu me preparasse psicologicamente e me atropelou de tal forma que eu ainda nem sei de que lado fica o céu e qual fica a Terra.

Veja bem minha amiga, justo eu, que na hora não imaginava que alguém fosse se apaixonar por mim. Alguém que havia perdido as esperanças no amor e que não haveria no mundo uma pessoa capaz de se doar um pouco, ela vem e doa um mundo inteiro só para mim.

Mas eu preciso abrir meu coração para você e dizer que isso não foi fácil. Havia muita coisa contra nós. Fiquei com medo. Medo dos outros, de como eles entenderiam e pela primeira vez na minha vida, me preocupei com o julgamento dos outros.

Relutei muito e não quis aceitar essa possibilidade. Estava trancado em um quarto escuro e alguém me chamando para sair desse local não podia ser algo bom. Pareciam aquelas cenas clássicas de filme de terror onde o mocinho, ao pensar que está seguro, vem o mostro e o ataca pelas costas. Preferia a segurança de viver o passado ao risco de passar por algo novo.

Na minha cabeça parecia que o melhor da minha vida já tinha ficado para trás. Uma infeliz conclusão antecipada de alguém que não conseguia enxergar um palmo na frente do nariz. E olha que não estava escondido não. O sinal era claro, setas de neon piscavam e embaixo delas havia uma mulher com o sorriso mais lindo que eu já vi na vida. Um olhar doce de quem já passou por tanta coisa, mas não perdeu a inocência em nenhum momento. A cabecinha virada de quem está louca para se aninhar no colo do seu peito enquanto você faz cafuné e passa horas sem precisar dizer nada.

Porque não era mais preciso dizer nada, pelo menos para nenhum de nós dois.

Vivemos na “clandestinidade” durante alguns meses. Para que não só nossos corpos, mas nossas mentes e corações fossem uma coisa só. Algo tão forte que nem o mais poderoso golpe poderia quebrar.

E assim que o amor entrou no meio, o meio virou amor. Desse momento em diante, não nos separamos mais. Ontem, dia 22 completamos 6 meses de namoro e vejo você deitada em nossa cama, sonhando, respirando fundo enquanto lágrimas de alegria escorrem em meu rosto e uma sensação que eu nunca tive em toda a minha vida passa por todo o meu corpo.

Aí lembrei de um antigo post que escrevi nesse blog em meados de setembro? Nossa! Foi no começo de Julho… dia 3 para ser mais exato. Um post em que revelava minha opinião sobre o casamento: “Quero casar porque sei que quando estivermos velhinhos continuaremos apaixonados como no dia que nos conhecemos.”

E estamos sim casados. Moramos juntos a mais tempo do que namoramos. Fazemos planos e estamos conquistando um de cada vez, como se a cada momento fosse necessário passar por um obstáculo, pular por ele. E cada vez que o desafio aumenta, minha confiança de que ele vai ser ultrapassado só existe porque vejo você do meu lado, de mãos dadas, passando junto comigo.

Eu só tenho a agradecer por tudo isso que eu estou vivendo do seu lado, porque sem você a vida não teria a menor graça. Eu amo a Michelle Vargas. E tenho dito!

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Matheus e o Casamento

Julho 3, 2008

Cheguei a uma idade onde as pessoas ao meu redor começam a se casar. E sempre que acaba um, começam as especulações e apostas sobre a próxima pessoa da turma a se casar. Eu sou o azarão, como sempre. Quantas vezes já ouvi: “O Matheus não casa. Ele é um solteiro convicto”. Muitas vezes esse comentário vem em tom de crítica.

Aí começo a analisar como acontecem os casamentos. A gente cresce com o conceito de que precisamos passar por todas as grandes etapas da vida, e assim, virar um adulto. Temos que estudar bastante, passar na faculdade, conseguir um bom emprego, casar e ter filhos (esses dois últimos necessariamente nessa ordem. Sim, foi assim que aprendemos).

Muitas mulheres, acostumadas desde pequena a acreditar em contos de fadas como Cinderela, Branca de Neve, Bela Adormecida, ainda sonham com o príncipe encantado que chegará em seu cavalo branco, lutará contra tudo e todos para ter o seu amor eterno. Esse tipo de mulher, cria uma espécie de cronologia que só faz sentido na cabeça dela, onde é fundamental se casar antes de se ter 30 anos.

Sim, pois essa mulher também viu que nos contos de fada, quem não tem príncipe encantado, vira fada madrinha (leia-se fica para titia). Aí, para cumprir tabela, passa a desejar a instituição Casamento mais do que deseja o seu amado. Partem para o desespero e esquecem todas as qualidades do príncipe encantado que tanto sonharam. Não é necessário que seja amoroso, protetor e com um cavalo branco. Ele pode vir num jegue, não ter um pingo de amor e, ainda por cima, querer ser servido em seu “reino”.

Talvez por isso eu acredite que seja uma das pessoas que mais respeita o casamento. Para mim, casar é uma coisa tão importante, que tem que ser uma única mulher. Não vou ser hipócrita dizendo que nunca pensei em casar com nenhuma das minhas ex-namoradas. Pensei sim. E com todas. Mas entre pensar e fazer há uma distância enorme.

Mas sempre havia um sentimento me dizendo que não éramos os príncipes com o “viveram felizes para sempre”. Não posso casar por grana, nem por tesão, nem por curiosidade. Quero casar porque sei que quando estivermos velhinhos continuaremos apaixonados como no dia que nos conhecemos. Porque quero cuidar dela quando ela mais precisar de mim e me sentir seguro de que ela fará o mesmo comigo. Mas acima de tudo, quero ser a única pessoa a se encaixar no papel de marido. Da mesma maneira que ela será a única a se encaixar no papel de minha esposa.

É difícil. Muitos dirão que é quase impossível. Mas tudo bem. Não desejo casar na minha vida. Quero sim, encontrar essa pessoa tão importante para dar esse passo. Hoje, voltando do trabalho no ônibus e conversando com um amigo meu sobre casamentos ele me disse: “Aí agora você vai pegar o metrô, encontrar o amor da sua vida e em 3 horas vai estar casado com ela.”

Pode ser assim, posso descobrir depois de anos de amizade ou posso reviver um grande amor. Mas não foi dessa vez. Voltei sozinho para casa como em todos os outros dias.

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Nota de Falecimento

Maio 12, 2008

Matheus Flandoli, promissor planejamento de ativação da B\Ferraz, morreu ontem à noite de complicações após perder o amor da sua vida e seus amigos.

Aos 25 anos, simpático e cativante, Matheus nunca pareceu ser um romântico incurável. Mas em seus dois últimos anos de vida revelou um lado até então desconhecido por sua família e amigos.

Enlouqueceu ao procurar em algumas mulheres o sentimento de calma, prazer e leveza de espírito que tinha com uma mulher que conheceu em 2004, mas que dois anos depois, em uma atitude impulsiva terminou com sua alma-gêmea.

Iniciou então uma longa busca da harmonia que tinha e não poupou esforços nem amizades para encontrar em outra mulher, o sentimento que havia perdido.

Infelizmente, a longa busca terminou ontem à noite em fracasso total e absoluto. Ao responder sobre a perda de seu querido amigo, Jack Nunes disse que há pouco mais de três semanas Matheus era outra pessoa. “Tudo ficou mais claro para ele” observou Nunes.

“Matheus percebeu que em alguns momentos de nossa vida, entramos em caminhos onde não encontramos nenhuma luz para nos guiar. Que esses momentos são difíceis e solitários. Mas para encontrar nosso caminho e guia de volta, precisamos ter uma fé inabalável no que nossos antepassados chamam de “fatum”, o que chamamos hoje em dia de destino.

PS: Encontrei essa tirinha aqui.