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Contagem Regressiva

Novembro 26, 2008

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Está chegando mais um entre os 52 finais de semana de 2008 e que ficará para a história. Esse aniversário é um grande momento para todos nós presentes nesse e-mail e, para isso, algumas medidas de precaução devem ser tomadas para que tenhamos excelentes dias (e noites).

Para começar, uma coisa que é fundamental e que mesmo para mim, um viciado em carne, levo em consideração: A qualidade do churrasco depende da cerveja que foi comprada. Portanto galera… nada de Cristal. Vamos só de Skol, certo?

Outra coisa muito importante. NADA DE TRABALHO NO FINAL DE SEMANA! O lema que colocarei aqui deve ser acordado entre todos, respeitado e quero que todos vigiem seus amigos para que esses não cometam deslizes: “Quando nois qué bebê, nois bebe. Quando nois qué come, nois come. Quando nois qué amor, nois faiz. Quando nois qué trabaiá… aí nois dorme, porque ninguém é de ferro”.

Transporte até a chácara é outra coisa muito importante. A lei seca está aí, em Ribeirão tem sempre batida policial (que diga o Markito) e quem for pego bêbado dirigindo toma multa é preso e perde a balada. Em resumo: Se dirigir não beba. Se for beber, me chama.

Sei que estamos todos entre amigos e que teremos mais uma porção deles por lá. Mas a bebida revela outro lado da amizade que geralmente leva a beijos na boca e sexo. Sim, porque neste final de semana eu respondo muito mais pelos atos de vocês do que pelos meus. Lembrem-se sempre de comprarem camisinhas, já que investir em preservativos é economizar em futuras pensões.

Um bom churrasco não pode ficar sem música. Levem CDs, DVDs, Micro System, Carros com um puta som, qualquer coisa que nos faça dançar. Levem outros CDs de Samba, Forró e outros ritmos que criam uma modalidade de sexo que se faz de pé e com roupa. Se você por algum acaso não souber dançar (essa vai pro Fernandinho), dê uma desculpa simpática do tipo: “No fundo, eu tenho samba no pé. É da canela pra cima que não acompanha”.

Se alguém chegar em você e não rolar uma química para ir adiante… seja sempre discreto. Se ela perguntar se o rosto dela é uma pintura, diga que sim… uma pintura… digamos… cubista. Eu, já vou abordar perguntando às mulheres se o fato de eu ser feio dificulta ou inviabiliza. Assim já colocamos as coisas mais às claras. E depois, quando estiver no canto, caindo de bêbado e vendo o Mostarda conta a piada do macaquinho (por favor, não deixe de fazer isso, NUNCA), vou perguntar se as mulheres estão rindo da piada ou de mim.

Agora, por favor, a todos vocês que já me conhecem a cerca de um ano. Não queimem meu filme para as meninas que ainda não ouviram falar de mim. Eu vou mentir tão bem que elas não vão nem perceber que eu sou eu mesmo.

Àqueles que levarão suas esposas e em determinado momento descobriram que a bebida está prejudicando o seu casamento… abandone sua mulher!

Espero ver nesse final de semana alguns cofrinhos… isso sempre me alegra. Mas por favor, evitem me mostrar outros que pareçam o Banco Central ou coisa parecida. Me causou um trauma e eu não dormi direito por 2 semanas.

Muito obrigado por chegarem até aqui. Queria dizer que no dia que eu parar de beber, vou tomar um porre pra comemorar e convido todos vocês! Desculpem alguma coisa, mas quando eu estou com muita merda na cabeça eu só consigo pensar em bunda.

Não precisam encaminhar esse e-mail para a internet inteira, porque os meus 15 minutos de fama eu quero em vodka com energético. Não se assustem com o meu irmão gêmeo. Porque eu bebo pouco, mas o pouco que bebo me transforma em outra pessoa, e essa outra pessoa sim, bebe pra cacete. E finalizar com o meu atual lema:

Beber é uma arte; Ficar bêbado, uma obra-prima. E tenho dito!

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Conta comigo

Agosto 15, 2008

Não se viam durante meses. Estavam em lugares distantes e nesse encontro parecia que nunca tiveram se separados. Foram colegas de trabalho e agora sobrou a amizade entre eles.

A união acontece sempre em nome de uma grande companheira de todos: a cerveja. Esse soro da verdade é o ingrediente ideal para machos temerosos com julgamentos alheios começarem com histórias fabulosas sobre suas conquistas e terminam sempre em busca por conselhos em assuntos do cotidiano.

Um assunto separa a mesa entre homens e mulheres, outro separa em conservadores e libertários, mas sempre em busca de alguma falha alheia que vira uma grande piada no meio do grupo.

Muitas cervejas depois, alguns pequenos grupos vão se despedindo da mesa. Alguns vão para a balada, outros encontrar os namorados, outros vão solitariamente para suas casas e suas respectivas camas.

Sobra um pequeno grupo de homens. Um deles decide continuar a festa. Um parque de diversão e entretenimento adulto. Todos os outros topam imediatamente, abrem seus celulares e convidam mais amigos para se juntarem ao grande evento.

No caminho grandes histórias sobre prostíbulos são contadas. As maravilhosas mulheres, as grandes roubadas e acima de tudo os grandes rombos econômicos que comprovam sempre que: “Esses lugares são ótimos para se divertir com seus amigos, mas nunca pense em levar alguém para cama. Você vai se arrepender no minuto seguinte que terminar”. Nesse momento um deles revela que nunca freqüentou o local de destino e, sendo assim, todos se animam ainda mais com a “desvirginação” do inocente amigo.

Já é tarde e não há nada de interessante por lá. Algumas poucas mulheres jogadas em sofás, outras conversando com clientes que já estavam na casa e as melhores fazendo programa. Um pequeno sentimento de frustração por entrarem tarde demais para uma divertida noite.

Mesmo assim todos sentam e interagem com algumas espécimes que habitavam o local. Elas querendo se relacionar com a carteira de cada um e eles querendo um número de telefone como prova da conquista. Quando se percebeu o horário, o mais inocente se levanta com a nova amiga em direção aos quartos.

O sentimento de “Ai, ele foi pego!” passou na cabeça dos outros. Logo após a entrada do casal pela área restrita, acendem-se as luzes e ouve-se um grito dado pelo garçom: “Tchau! Tchau!”. Todas se levantam felizes da vida, algumas dão gritos e pulos de felicidade e vão embora.

O local fica vazio e dois amigos se encostam no sofá, tomando vagarosamente suas cervejas de R$20,00 pensando na besteira que o amigo fizera. Ao fundo, a célebre música de Nelson Ned – “Tudo passa, tudo passará” comprova o erro feito. Depois de uma hora, ambos saem do quarto. O amigo ainda grogue. Havia adormecido logo após o coito e a menina corre para junto das amigas que a esperavam. “Cara! Eu apaguei!Não peguei nem o telefone dela” – reclama o sonolento amigo.

Na hora final, a conta: R$ 648,00. Num breve flashback o amigo percebe a besteira que fez e conclui que aqueles poucos minutos não valera o valor que sairá de sua conta bancária. Deu um breve suspiro, pediu uma nota fiscal paulista e ao chegar em casa teve que bater na porta e acordar a mãe para entrar.

Ao colocar a cabeça no travesseiro, ele pensa: “Bom, pelo menos terei um belo abatimento no IPVA no final do ano”.