Arquivo da categoria ‘Continhos’

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Olimpíadas de Cancun

Agosto 20, 2008

Luis: Pra você ligado na Glóbulo, a partir de agora você passa a acompanhar as Olimpíadas de Cancun. Mais que um evento esportivo, esse é o evento que reúne um celeiro de mulheres bonitas no Domingo à noite em Ribeirão Preto.

Plínio: É isso mesmo, Luis! As maiores craques da cidade dando o que tem de melhor nas noites de Domingo!

L: Obrigado, Plínio! Já podemos ver aqui na nossa frente que o Brasil traz uma competidora forte e bem preparada em busca do ouro olímpico. A nadadora conseguiu com facilidade o índice olímpico no nado costas, porém, veio ao evento disputar o nado peito se classificando somente na repescagem. Com isso, conseguiu também o direito de disputar os 400 medley.

P: Perfeitamente. Nossa querida brasileira tem o recorde sulamericano no nado costas. Muito forte nesse quesito… Olha as americanas chegando, Luiz!

L: Logo atrás da brasileira vemos a equipe americana se apresentando. O grupo composto por 5 atletas mostram que os EUA trouxeram uma especialista em cada área, porém tem a melhor esportista de todos os tempos e possível candidata ao ouro olímpico no individual geral: Michaela Phelps.

P: Uma atleta completa, ela une o talento natural com todo o investimento que seu próprio governo oferece às atletas de seu porte. Chegou com tudo, Luiz. Com tudo!

L: Ééé… mas além da brasileira, quem vai dar trabalho à americana é a russa. Uma atleta nova, porém cheia de vontade de mostrar a que veio. Ela foi campeã européia em todas as modalidades no último ano. Sabemos que o auge dela ainda não será nessas olimpíadas, mas qualquer deslize da ginasta dos EUA pode dar a medalha de ouro à Rússia. Um detalhe interessante é que ela, além do talento natural, vem para a competição sempre com uniformes lindos que parecem desenhos feitos em seu corpo.

P: Eu acho que a russa pode acabar surpreendendo, mas dificilmente ganha o ouro.

L: Plínio, vamos lembrar para o amigo que está assistindo sobre as outras equipes olímpicas que se classificaram para a final, mas que não tem grandes chances de medalha:

P: Venezuela: Uma dupla de atletas que trazem harmonia nos movimentos e o carisma típico das atletas latinas.

L: Temos o México que está com três atletas que treinam nos EUA. Por isso a amizade entre essas duas equipes. Uma das mexicanas é forte, mas no conjunto elas não vão chegar muito longe não. Tá difícil pra elas.

P: Quem apareceu agora foi a Bem-casado, com trajes típicos de Trinidad e Tobago, e um pouco acima do peso, me parece.

L: Não, não. A roupa dá essa impressão acolchoada na atleta. Mas definitivamente ela só vai chamar atenção pela aparência. Ela e suas colegas, todas muito parecidas em todos os quesitos, já estão contentes de estarem aqui.

P: Olha só Luis, saiu o placar final.

L: E veja só! Temos uma grande surpresa! Apesar de toda a superioridade americana e da conquista com larga vantagem nas categorias: 300ml peito, 400m medley, 50m livre, 100 metros borboleta, a brasileira conquistou uma medalha de ouro nos 600m costas.

P: É isso aí! A brasileira vinha sempre conquistando o 3º lugar. A hegemonia americana prevaleceu em todas as provas, com a russa também colecionando pratas. Felizmente na última prova do dia, o Brasil dispara logo na largada, segue de ponta a ponta em 1º e quebra o recorde olímpico e mundial. FESTA PARA O BRASIL-IL-IL!!! Dá orgulho de ver a cara da brasileira que não acredita na conquista do ouro. Ela veio de longe e estava contente em só participar das olimpíadas. Volta para a casa com direito a carreata e desfile.

L: Acabo de receber a notícia de que o presidente decreta hoje como feriado nacional graças ao resultado da brasileira. Fiquem agora com a Novela das 8 que passa sempre às 9. E tenho dito!

Esse post foi co-escrito com o Mostarda e também será postado em seu blog: http://falaseriofe.blogspot.com. Acessem!

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Conta comigo

Agosto 15, 2008

Não se viam durante meses. Estavam em lugares distantes e nesse encontro parecia que nunca tiveram se separados. Foram colegas de trabalho e agora sobrou a amizade entre eles.

A união acontece sempre em nome de uma grande companheira de todos: a cerveja. Esse soro da verdade é o ingrediente ideal para machos temerosos com julgamentos alheios começarem com histórias fabulosas sobre suas conquistas e terminam sempre em busca por conselhos em assuntos do cotidiano.

Um assunto separa a mesa entre homens e mulheres, outro separa em conservadores e libertários, mas sempre em busca de alguma falha alheia que vira uma grande piada no meio do grupo.

Muitas cervejas depois, alguns pequenos grupos vão se despedindo da mesa. Alguns vão para a balada, outros encontrar os namorados, outros vão solitariamente para suas casas e suas respectivas camas.

Sobra um pequeno grupo de homens. Um deles decide continuar a festa. Um parque de diversão e entretenimento adulto. Todos os outros topam imediatamente, abrem seus celulares e convidam mais amigos para se juntarem ao grande evento.

No caminho grandes histórias sobre prostíbulos são contadas. As maravilhosas mulheres, as grandes roubadas e acima de tudo os grandes rombos econômicos que comprovam sempre que: “Esses lugares são ótimos para se divertir com seus amigos, mas nunca pense em levar alguém para cama. Você vai se arrepender no minuto seguinte que terminar”. Nesse momento um deles revela que nunca freqüentou o local de destino e, sendo assim, todos se animam ainda mais com a “desvirginação” do inocente amigo.

Já é tarde e não há nada de interessante por lá. Algumas poucas mulheres jogadas em sofás, outras conversando com clientes que já estavam na casa e as melhores fazendo programa. Um pequeno sentimento de frustração por entrarem tarde demais para uma divertida noite.

Mesmo assim todos sentam e interagem com algumas espécimes que habitavam o local. Elas querendo se relacionar com a carteira de cada um e eles querendo um número de telefone como prova da conquista. Quando se percebeu o horário, o mais inocente se levanta com a nova amiga em direção aos quartos.

O sentimento de “Ai, ele foi pego!” passou na cabeça dos outros. Logo após a entrada do casal pela área restrita, acendem-se as luzes e ouve-se um grito dado pelo garçom: “Tchau! Tchau!”. Todas se levantam felizes da vida, algumas dão gritos e pulos de felicidade e vão embora.

O local fica vazio e dois amigos se encostam no sofá, tomando vagarosamente suas cervejas de R$20,00 pensando na besteira que o amigo fizera. Ao fundo, a célebre música de Nelson Ned – “Tudo passa, tudo passará” comprova o erro feito. Depois de uma hora, ambos saem do quarto. O amigo ainda grogue. Havia adormecido logo após o coito e a menina corre para junto das amigas que a esperavam. “Cara! Eu apaguei!Não peguei nem o telefone dela” – reclama o sonolento amigo.

Na hora final, a conta: R$ 648,00. Num breve flashback o amigo percebe a besteira que fez e conclui que aqueles poucos minutos não valera o valor que sairá de sua conta bancária. Deu um breve suspiro, pediu uma nota fiscal paulista e ao chegar em casa teve que bater na porta e acordar a mãe para entrar.

Ao colocar a cabeça no travesseiro, ele pensa: “Bom, pelo menos terei um belo abatimento no IPVA no final do ano”.