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Uma lição de otimismo

Fevereiro 2, 2009

halffull

Pessimismo é mais popular que o otimismo. Muitas pessoas dizem que estão sendo realistas e não pessimistas, mas normalmente não é bem assim.

Havia uma garçonete no bar perto de casa que sempre estava cantando atrás do balcão, me atendia com um sorriso no rosto, assobiava, contava piadas e ria muito. Seus movimentos eram energéticos e, de vez em quando, ela me dava um chopp de graça, me sentindo feliz como uma criança e não como um adulto de vinte muitos anos com alguns cabelos brancos.

As outras pessoas eram influenciadas pelo bom humor dessa mulher: os demais garçons davam risadas, sorriam e consumidores interagiam entre si. No primeiro momento eu pensei que era um mérito do dono, ao perceber que incentivando sua equipe, passaria a criar um ambiente melhor para seus clientes.

Mas um dia percebi um ambiente diferente quando ela não está lá. O humor é diferente: menos alegre e mais apático. Será que ela foi embora?

Comecei a pensar como seria se todas as pessoas aplicassem o bom humor no trabalho. Queria sentir a mesma sensação que ela, a mesma energia. Onde será que ela tira essa felicidade? Qual o truque para que ela pareça tão inabalável?

Será que essa mulher não acorda de TPM? Ela não bebe? Não lê jornal? Basta assistir 10 minutos de qualquer jornal que tenho vontade de cortar os pulsos.

Decidi conversar com ela. Sentei numa tarde de folga e conversamos por horas sobre pessoas que não perdem a postura nem o riso com nuvens de más notícias, o que considero uma qualidade misteriosa.

“Não rotule nenhuma pessoa como boa ou má” disse ela. “É por isso que você sofre, é isso que impede você de ser otimista. Aceite a si mesmo e tudo em você”.

“É um trabalho mental. Eu amo cada segundo da minha vida”. Descobri naquela tarde que felicidade genuína é uma habilidade a ser desenvolvida, afinal de contas, você não aprende a andar de bicicleta ou a jogar xadrez em um único dia.

Então, como parte das minhas resoluções de ano novo, decidi adotar uma pergunta que é o primeiro passo para o otimismo. Adote-a você também e viva melhor. Quando algo te irritar, você deve parar e se perguntar: “Isso vale uma úlcera?” 99% das vezes a resposta é não. E tenho dito.

2 comentários

  1. A pergunta da úlcera não tem nada de novo! Medo dessa sua resolução… se nada já não te preocupava, imagina agora. Mas é algo a ser pensado… mas qdo eu não estiver caindo de sono, nem usando o ombro (bem ao estilo ‘bonitinho’) para não desabar sobre minha mesa!
    Fui!

    Ps: mas eu gostei do texto… q me lembra a conclusão da Lilica: tudo depende se vc já estava bebendo, ou se começou a.


  2. Sabe que, apesar do tempo, essa mulher me lembrou muito você?
    Não do jeito de levar a vida, mas da habilidade misteriosa de deixar as pessoas ao redor bem?

    É sério, sem floreios nem nada, mas se tivesse que pensar em alguém que deixa o ambiente em volta legal, você estarria na minha listinha!

    Bjos!!



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