
Papo de churrascaria
Julho 14, 2008
Conversa na churrascaria entre garçons, picanhas, fraldinhas e, acreditem, sushi.
Elisa: Mas Matheus, se você gosta tanto dela, por que você não corre atrás?
Matheus: Não é tão fácil assim Elisa…
E: Por que não?
M: As últimas vezes que conversamos sobre isso não deu muito certo. Eu magoei ela demais. E ela tem razão de não me querer por perto. Ela sempre me disse isso – que se um dia terminássemos, nunca seríamos amigos.
E: Mas vai conversar com ela. Aparece lá na casa dela de surpresa.
M: Eu não sei mais nada da vida dela. Só sei que se mudou, mas não sei para onde.
E: Só isso?
M: Um amigo dela me disse ontem que ele acha que ela não está feliz lá.
E: E você não vai fazer nada?
M: Estou tentando descobrir mais algumas coisas antes de tomar uma atitude.
E: Que coisas?
M: Se ela está namorando, se está gostando de lá. Essas coisas…
E: E como você vai descobrir isso?
M: Não faço a mínima idéia.
E: …
M: Acontece Elisa, que eu não sei o que é pior. Resolver logo de uma vez, ou ficar sonhando com o melhor momento para essa conversa acontecer. O momento em que ela possa ver que mesmo com todas as besteiras que eu fiz, que eu me arrependi. Que eu a quero de volta e que a gente volte a namorar. No fundo, eu tenho medo dela.
E: Medo?
M: Sim, medo. Ela não faz idéia do poder que ela tem sobre mim. Eu a admiro tanto, que eu tenho medo. Medo de ser rejeitado definitivamente por quem eu acredito ser a mulher da minha vida. Quando mandei um e-mail para ela no início do ano passado e ela respondeu dizendo que estava bem e que não queria voltar, aquilo me partiu o coração. Fiquei chorando meses relendo aquele e-mail.
E: Então o que você vai fazer?
M: Não sei. Descobrir alguma coisa. Algum sinal que me dê motivos para investir novamente. Além do mais, ela está muito longe.
E: Qual era a distância entre Santos e Ribeirão mesmo?
M: 400km.
E: E você ia para lá todo final de semana?
M: Sim.
E: E você acha que ela não valhe a pena?
M: …
E: Ein?
M: Mais que todas as outras juntas.
Algumas fichas demoram para cair. A minha demorou uma semana.
PS: Obrigado “Elisa”. Às vezes precisamos de verbalizar (e depois escrever) sentimentos que depois de ouvidos (e lidos) nos parecem realmente bobos. Aguarde aqui neste bat-local cenas dos próximos capítulos.
Que papo de doido! Não entendi nada!